quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Papilocromis.

  • Mikrogeophagus altispinosus
  • Nome Popular: Altispinosa, Papilocromis, Ramirezi da Bolívia, Bolivian Ram.
  • Família: Cichlidae
  • Distribuição: América do Sul. Bacia do Amazonas, no Brasil e Bolívia. Rios Mamoré e Guaporé
  • pH: 6.4 – 7.5 Dureza: 6 - 10 Temperatura: 22º – 28ºC Temperatura de reprodução: 27º - 28º
  • Tamanho adulto: Machos 9 cm e fêmeas ligeiramente menores. ( comum 8 cm )
  • Sociabilidade: Pacífico, comunitário. Um pouco territoriais com os da mesma espécie, mas nula com outras.
  • Manutenção: Fácil
  • Zona do aquário: Fundo
  • Aquário mínimo: 60 litros tratando-se de um casal. Para um macho e uma fêmea ( não casal ) ou dois machos deverá ter no mínimo 80 litros.
  • Alimentação: Onívoro, come de quase tudo, comida congelada, alimentos vivos, flocos e grânulos.
  • Características: Ciclídeo muito pacífico e de cuidados fáceis, e exige menos que o famoso Ramirezi. Quando formam casal, defendem juntos seu território. Quando o peixe está estressado, surgem listras verticais no corpo. Adora viver em busca de alimento, abocanhando tudo que encontra próximo ao substrato e plantas. Nada aos poucos e dá umas paradas, eriçando a sua nadadeira dorsal.
  • Reprodução: Ovíparo, desovam prefencialmente em seixos, os pais cuidam dos filhotes que nascem entre 48 e 72 horas após a desova.
  • Dimorfismo Sexual: Um tanto difícil de distinguir. Quando adultos, o macho apresenta as nadadeiras mais longas e é mais colorido. As fêmeas possuem a cabeça mais curvada

Balashark



Nome científico:
Balantiocheilus melanopterus
Nome popular: Balashark, tubarão prateado, tubarão bala
Família: Cyprinidae
Origem:Tailândia
Distribuição:Tailândia, Bornéu, Sumatra
Litragem: 500 litros
Temperatura: 26ºC
Tamanho: 35 cm
pH: 7.1
dH: 6
Reprodução: Ovíparo
Alimentação: Onívoro
Sociabilidade: Pacífico

Dimorfismo sexual: Pouco aparente. Machos costumam ser pouco maiores, e fêmeas possuem o ventre mais arredondado.

Reprodução: A reprodução em cativeiro dessa espécie é improvável pois deve seguir condições muito próximas do natural, que propiciem o amadurecimento sexual e então seja estimulado o processo reprodutivo. Segundo os especialistas, o balashark atinge a maturidade sexual quanto atinge cerca de 15 cm de comprimento.

É provável que esse veloz ciprinídeo realize migrações quando chegada sua época de reproduzir, seguindo sentido contrário as fortes correntezas dos grandes rios e dispersando seus ovos muito próximo as nascentes. Os alevinos crescem em locais menos agitados, como baías, enseadas ou lagos formados por águas de enchentes (dessa forma sendo explicada a existência dessa espécie em lagos de Sumatra e Bórneo), porém é improvável que se reproduzam em águas paradas. Nas próximas enchentes, esses peixes que ficaram ‘ilhados’ em lagos, retornam aos rios, e os maiores iniciam sua migração para fins de reprodução.

Reproduzir todos esses parâmetros em cativeiro, é de extrema dificuldade, e em um aquário de 1,5 m, diria que impossível.

Alimentação: A alimentação do balashark deve ser a mais variada possível, com rações em flocos, e alimentos vivos que não devem faltar em sua dieta, como artêmias, tubifex, etc.

Sobre o peixe: Sem dúvida, um dos peixes mais apreciados no mundo do aquarismo, terminou por se tornar uma das opções mais importantes no comércio internacional de peixes ornamentais. Peixe de médio porte, muito veloz, precisa de grande espaço para nadar. Em grandes tanques, chegam a medir 35cm, já em aquários, no máximo 15 cm. Costumam viver em cardumes, e há relatos que possuem vida longa, ultrapassando os 10 anos de idade.


 Hoje ja se reprodus em cativeiros (lagos  em linhas ou muito grande).

quarta-feira, 1 de agosto de 2012



Têm o corpo em forma de ovo de forma bem acentuada e uma bonita cauda dupla. Mas a característica marcante dessa variante é a coloração brilhante; suas escamas, são maiores e muito mais grossas que as normais, dando à cor um brilho (reflexo) muito bonito. Exemplares de boa linhagem, apresentam ainda uma coroa no topo da cabeça parecida com as dos Oranda (se bem que menos que).
Mas como dito a características marcante são suas escamas grandes e grossas, que fazem mesmo parecer que perolas forma presas ao seu corpo. Um Escama de pérola (Pearl scale) de boa linhagem, parece uma jóia montada manualmente. É aceita em várias cores, lisos os malhados. Pode chegar a media mais de 15 centímetros e vive cerca de 10 anos.
Gosta de uma dieta a base de verde e bem variada. Forte e resistente, pode ser criado por iniciantes. Tem o habito de cavar o substrato em busca de comida e adora desenterrar plantas do aquário (normalmente as come também). Bastante sensível a temperaturas abaixo de 14ºC.





Alimentação , maneijo e comportamento igual ao do japonês.

Tilapia Buttikofere (Peixe Zebra).




Este peixe, apesar de ser muito comum nas lojas de aquários é um verdadeiro desconhecido quando se trata de buscar informações sobre a espécie. Ao contrário dos outros ciclídeos africanos, o Ciclídeo Zebra ou Tilapia buttikoferi, quase nunca é mencionado nos livros ou sites de aquarismo, sendo poucos os lugares onde encontramos algum material referente à esse magnífico ciclídeo.

O Zebra é originário do Oeste africano, nada específico como os famosos Lagos Malawi ou Tanganyka. Seu corpo com listras intercaladas em preto e branco formam um contraste que o torna atraente desde pequeno, aliás, este peixe é normalmente encontrado nas lojas ainda com 3 a 5cm em média.

Raramente você vai encontrar um Zebra maior que isso ainda numa loja, e até podemos procurar uma explicação para esse fato. Dono de uma agressividade incrível, principalmente quando jovem, o zebra até pode conviver com outros peixes quando pequeno, mas conforme vai crescendo, chega a ser necessário separar até os indivíduos da mesma espécie, o que numa loja não se torna muito viável. Sei que neste momento deve estar passando pela sua cabeça o porque das lojas manterem Oscars nessas condições e Zebras não? Essa é uma pergunta que sempre me fiz também, talvez porque ainda não tenham descoberto a beleza de um Ciclídeo Zebra adulto ou ainda porque o interesse por esse peixe não seja muito grande por parte dos aquarista desavisados.

Apesar de sua agressividade, não é impossível criá-lo junto com outros peixes, principalmente se o aquário tiver mais que 200L. Muitos criadores criam Zebras adultos em aquários com outros peixes, e não possuem grandes problemas. Sendo que os peixes mais recomendados para conviver com ele são outros ciclídeos africanos ou americanos de grande porte, que também possuam uma certa agressividade. Outro indivíduo da mesma espécie ou outras espécies de Tilápias não são recomendadas, pois as disputas por território podem se tornar mais intensas e direcionadas sempre para o mesmo indivíduo. Mas deixando claro, ser esta uma observação do autor deste texto e não uma regra. Outra observação, é que sua agressividade parece diminuir com o tempo, conforme o peixe vai se crescendo.

O aquário para um Zebra deve ter no mínimo 200L, a iluminação não precisa ter nada especial e uma filtragem feita com filtros externos será suficiente (o ideal seria um Dry Wet), pois o zebra não é um peixe muito "porco", se comparado a um Oscar por exemplo. Para o substrato pode ser usado cascalho de rio comum, de preferência com as bordas arredondadas, pois o peixes está constantemente mudado a decoração do aquário a seu próprio gosto e alguma coisa mais pontiaguda poderia causar-lhe ferimentos. Não é nada exigente quanto as condições da água, sendo que aceita um pH desde levemente ácido até levemente alcalino. A dureza pode até ser desprezada quando se fala de um peixe resistente como esse.

 O que não deve faltar são as trocas parciais, pelo fato de que com a ausência de plantas (coisa, quase impossível em seu aquário), os níveis de nitrato podem chegar a valores exagerados causando o envenenamento da água.

Sendo um peixe onívoro, alimenta-se tanto de alimentos de origem animal, quanto vegetal, pode comer alface, abobrinha, pequenos peixes vivos, minhocas, larvas, ração industrializada etc, sendo que sua alimentação deve ser a mais variada possível, afim de se obter o seu máximo desenvolvimento. Procure condicioná-lo a aceitar esses alimentos desde pequeno, pois assim quando o peixe já estiver adulto, estará aceitando uma enorme variedade de alimentos, o que facilitará muito a oferece-lo um cardápio mais variado.

Não há muitos relatos sobre sua reprodução, principalmente devido à falta de informação disponível, mas esta não difere muito de outros ciclídeos, principalmente de outras Tilápias.
Fotografia: Marne Campos
Nome científico:Tilapia buttikoferi
Origem:Oeste Africano
pH:6,7 a 7,2
Temperatura:26ºC
Dureza:10 dH
Tamanho adulto:35 cm
Tamanho do aquário:200 L
Alimentação:onívoro
Reprodução:ovíparo

Acaras Bandeiras



 Acara Bandeira Veu.

 Acara Bandeira Marmorato e o albino.

Acara bandeira Marmorato.
Nome Cientifico:Pterophyllum scalare
Nome ComumAcará Bandeira
Família:Cichlidae (Ciclídeos)
Origem:Bacia Amazônica,Peru e Leste do Equador. A espécie é encontrada em compania do Acará Festivo. Atualmente, somente peixes criados são oferecidos ao hobby.
Disfortismo Sexual:Não há diferenças claras para a diferenciação de sexo, exceto na época da procriação. Uma identificação positiva pode ser feita pela forma da papila genital, que nos machos são pontiagudos, e nas fêmeas são arredondadas
Sociabilidade:Pacifica.Está especie é de nado lento por isso deve ser mantido com peixes com o nado igual a do mesmo como:Neons,Rosdosmos,Discos,...
Reprodução:Pares são selecionados num cardume de peixes novos. Temperatura em torno de 26 a 28 graus. A fêmea desova em uma folha de planta previamente limpa até 1000 ovos. As larvas e alevinos são cuidadosamente protegidos. Cardumes de alevinos são conduzidos pelos pais.
Alimentação:Aceitam todo os tipos de alimentos,granulado,vivo e a base de alface
Temperatura ideal:24 a 28 graus
PH Ideal:6.0 a 7.2
GH Ideal:2 a 12
Tamanho do peixe adulto:15 a 20cm
Tamanho aquário recomendado:100 Litros
Região do aquário:Meio
Dificuldade de criação: (1 a 4)2: Aquaristas com pouca experiência

 Acara bandeira negro.

 Acara bandeira tigre ou olho de fogo isso depende da região.


Lagostas.





  Lagosta azul.




 Lagosta vermelha.



Lagostas são grandes novidades
Embora ainda seja considerada novidade, também está se tornando comum nos aquários de água doce a presença de lagostas. Três delas se destacam e são encontradas mais facilmente para comercialização: lagosta filtradora, lagosta vermelha e lagosta cherax.
Elas ajudam a manter a limpeza do ambiente em que vivem e trocam a “casca” (exoesqueleto) à medida em que vão crescendo. Parte desta é comida, pois é considerada rica em proteínas. Resistentes, as três espécies podem viver bastante tempo e não necessitam de muitos cuidados. São sensíveis apenas à utilização de remédios para parasitas colocados na água com o objetivo de manter a saúde de peixes. Os medicamentos podem matá-las.
Filtradora
No mercado de aquarismo há cerca de quatro anos, a lagosta filtradora é encontrada nas cores azul petróleo, marrom e castanho-avermelhado. Ela mede até doze centímetros e deve ser deixada em grupos de três ou quatro indivíduos, dificilmente se reproduzindo dentro do aquário. Assim como o caranguejo poã, para viver só necessita de circulação de água, que pode ser feita através da utilização de bomba ou filtro.
Com garras pequenas, o animal não é considerado predador, podendo tranqüilamente ser deixado junto com peixes. Como alimento, ele procura na água zooplanctos e restos de ração. Passa grande parte do dia entocado e, por isso, é aconselhável que tenha algum objeto dentro do aquário no qual possa se esconder.
Vermelha
A lagosta vermelha tem como nome científico Procambarus clarkii. Como o próprio nome diz, ela é avermelhada, podendo ser encontrada nos tons vermelho-sangue a bordô. Algumas vezes, também é vista na cor marrom, embora seja mais raro. Podendo atingir vinte centímetros de comprimento, come tudo o que encontra no aquário, como materiais em putrefação, restos de ração e mesmo plantas.
Considerada predadora, deve ser mantida sozinha (um indivíduo em aquários pequenos ou mais de um em aquários grandes) ou com peixes ágeis, que saibam se livrar dela. Caso contrário, estes podem vir a ser devorados. Há cerca de dez anos no mercado, custa entre R$ 4 e R$ 12, também não se reproduzindo no aquário.
Cherax
De origem australiana, a lagosta cherax é encontrada no mercado brasileiro de aquarismo há apenas dois anos, custando entre R$ 40 e R$ 60. Considerada mais robusta que a filtradora e a vermelha, pode atingir tamanho de até 25 centímetros. Com corpo ciano esverdeado e detalhes em vermelho fogo nas patas, é considerada um animal de grande beleza. Come restos de ração, peixes e plantas, dificilmente sendo mantidas no mesmo ambiente que estes. “As pessoas geralmente precisam de um aquário próprio para mantê-las”, finaliza Wander.





Carangueijos de agua doce.








Um tema que nos chamou a atenção a algum tempo atrás foi a vida de algumas espécies de caranguejos que habitam os bancos de areia e as praias, normalmente desertas e que possuem um sistema muito interessante de respiração que deve ficar aqui registrado.
Os caranguejos possuem guelras e, mais do que isso, possuem uma espécie de reservatório de água que permite armazená-la oferecendo oxigênio aos vasos sanguíneos existentes nas guelras e também para utilização no ato de comer, para a diluição do alimento. Dessa forma, o caranguejo pode passear em terra firme. Esta água do reservatório é periodicamente renovada.
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Os caranguejos "Chama-maré” vivem em terra firme e constróem tocas na areia para se abrigarem quando a maré subir. Durante a maré alta, estes animais não se alimentam e ficam nas tocas que lhes servem ainda de abrigo contra predadores.
Acima da zona de maré alta vive outra espécie de caranguejo, o ocipode, que corre com rapidez e se alimenta de algas e pequenas medusas. O caranguejo ocipode não tem interesse em construir tocas que cheguem até a água subterrânea, apenas estas lhe servem como caverna protetora. Depois de aproximadamente 40 cm de túnel, o corredor da toca termina em areia seca. Esta espécie de caranguejo é mais independente da água do que os “chama-maré’, pois o reservatório de água sofreu modificações através dos muitos anos, onde parte das paredes do reservatório sofreu “inchações” e com a diminuição da água que é utilizada para diluir o alimento ingerido pelo caranguejo, estas paredes absorver o ar que passa também para o sangue, a exemplo do ar dissolvido na água que passa para as guelras.
Uma outra curiosidade é observar que em algumas espécies de caranguejo-parasita (bernardo-eremita), que carregam conchas, são totalmente independentes da água, e podem até morrer afogados se permanecerem mais de 24 horas na água. Tudo isso porque na extremidade do seu corpo coberto pela concha existe uma fina pele que cobre uma rede de vasos sanguíneos que absorvem o ar existente na concha.
Observando a curiosa vida destes animais, comparando com algumas espécies de peixes que são compatíveis com caranguejos, passou-nos pelas nossas cabeças que, analisando a fundo as necessidades dos caranguejos, podemos tentar transportar todo este ecossistema para um aquário, para nossa casa, ou seja,... por que não projetarmos um aquaterrário marinho? Nunca vimos um e, sem dúvida, pode decorar muito bem uma sala de estar, ou um jardim de inverno...